Aproxima-se o natal, meus filhos, e outra vez a humanidade se concentra nesta data belíssima. É uma data magnânima porque representa simbolicamente a chegada do redentor das nossas vidas.E como é saudável, alegre, anunciar que alguém nasceu. Fico imaginando os céus naqueles tempos imemoriais, quando se anunciou que Jesus nasceu. Como deve ter sido bonito saber que o Redentor estava na Terra.
Aquela data longínqua não deve ficar apenas no papel de um calendário. Aquela data, meus irmãos, deve representar muita na sua vida. Jesus veio para inaugurar um tempo novo para o planeta. Ele veio anunciar aos homens que tudo haveria de mudar e mudar para melhor. Foi Ele que trouxe a notícia alvissareira, a boa nova, o Evangelho. E por esta notícia alvissareira que devemos concentrar as nossas vidas.
Foi no seu natal que três reis magos vieram saudá-lo. Ora, fico pensando, bastou seguir a estrela-guia para chegar ao menino Jesus naquele tempo e hoje, como devemos fazer para encontrar Jesus novamente?
A resposta, meus irmãos, está em seguir o seu Evangelho. Encontrar a Jesus é seguir os seus passos, os seus ensinamentos sublimes. Encontrar a Jesus no dia do seu nascimento é encontrar ao irmão mais desvalido na noite santa.
Neste natal, o que você vai fazer pelo seu irmão? Eis a pergunta capital.
Eu sei que naturalmente, nesta época do ano, os corações ficam mais amolecidos. As pessoas sentem uma vontade tremenda de dar presentes, de oferecer um prato de comida. Parece que a consciência coletiva fica mais sensível aos apelos do Nazareno.
Quem dera, meu Pai, que esta sensibilidade fosse refletida em todos os dias do ano. Isto, porém, um dia acontecerá. Enquanto não chega, então vamos arregaçar as mangas e trabalhar.
Jesus, meus irmãos, trabalhou e trabalha duro até hoje. Onde estiver um irmão triste ali terá a oportunidade do trabalho com Jesus. E quanta gente triste vamos encontrar neste mundo...
Meus irmãos, exercitem o natal de Jesus, sobretudo, em vossos corações. É lá que Jesus, o Salvador, deve nascer todos os dias nas nossas vidas.
Fiquem em paz,
Helder Camara
0 comentários:
Postar um comentário